Se o Pacaembu foi a casa de aluguel e a Neo Química Arena é o palácio moderno, a Fazendinha é o berço. Inaugurada em 1928, ela representa a transição do Corinthians de um time de várzea para uma potência do futebol brasileiro.​

🏗️ Homenageia Alfredo Schürig, empresário e ex-presidente do clube que, entre 1926 e 1928, financiou a compra do terreno e a construção das primeiras arquibancadas de madeira.​

Por que “Fazendinha”? Na década de 20, o bairro do Tatuapé era uma região de chácaras e vegetação densa. O estádio, isolado e cercado de verde, parecia uma pequena fazenda. O apelido pegou e hoje é mais famoso que o nome oficial.​

📜 A Fazendinha foi o palco do famoso “Esquadrão Imortal” dos anos 50 (com Cláudio, Luizinho, Baltazar e Carbone). Durante décadas, o Corinthians mandou seus jogos menores e treinou no lendário Terrão — o campo de terra batida anexo ao estádio onde surgiram ídolos como Rivellino.

​Embora hoje tenha capacidade reduzida para cerca de 15 mil pessoas, a Fazendinha já recebeu verdadeiras “invasões” humanas:​O Recorde: Em 1962, um clássico contra o Santos de Pelé registrou o maior público oficial: 27.384 pagantes. Imagine o sufoco (e a emoção) desse jogo!

  • Inauguração 22 de julho de 1928
  • Capacidade Atual ~16.000 pessoas
  • Primeiro Jogo Corinthians 2 x 2 América-RJ
  • Uso Atual Futebol Feminino (“As Brabas”) e Base

🥊 Conflitos e a Pressão do Alambrado

​A Fazendinha é conhecida por ser um estádio “encardido”. O campo é próximo da arquibancada, e o som da torcida ecoa de um jeito que assusta os adversários.

  • Pressão sobre Árbitros: Histórias de vestiários apertados e a torcida “fungando no cangote” dos bandeirinhas fazem parte do folclore do Parque São Jorge.
  • A Mística do Alambrado: Muitas vezes, em momentos de crise ou grandes vitórias, o alambrado da Fazendinha foi o limite entre a civilidade e a invasão da torcida apaixonada.

​🚑 Contusões e o Campo “Raiz”

​Diferente dos tapetes de hoje, o gramado da Fazendinha sempre teve a fama de ser pesado e irregular em alguns pontos.

  • O Risco do Carrinho: Muitos jogadores da antiga evitavam carrinhos no Parque São Jorge para não “deixar a pele” no campo, que às vezes misturava grama com a terra do antigo Terrão.
  • Lesões Marcantes: O estádio já viu muitos jogadores “travarem” o joelho em jogos sob chuva, onde o barro dificultava a movimentação.

​🌟 Grandes Ídolos que Passaram por Lá

​Não se conta a história da Fazendinha sem citar:

  • Luizinho (O Pequeno Polegar): O maior ídolo do estádio, mestre em driblar em espaços curtos.
  • Marcelinho Carioca: O “Pé de Anjo” cansou de treinar faltas até o anoitecer no Parque São Jorge.
  • As Brabas: Hoje, o estádio é a fortaleza do time feminino, onde craques como Gabi Zanotti e Vic Albuquerque empilham taças.

​💡 Curiosidade para o Blog

​Você sabia que, por causa da estrutura antiga, a Fazendinha não pode mais receber jogos profissionais masculinos de grande porte? No entanto, ela se tornou o maior caldeirão do futebol feminino na América Latina, com as jogadoras do Corinthians mantendo uma invencibilidade histórica jogando lá.

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